Correlação entre achados anatomopatológicos de lesões mamárias não palpáveis e exames de imagem
Palavras-chave:
Marcação estereotáxica, Lesões benignas, Carcinoma de mamaResumo
Objetivos: Descrever cirurgias guiadas por agulhamento de lesões mamárias não palpáveis e avaliar sua correlação anatomopatológica. Métodos: Realizou-se um estudo descritivo, retrospectivo, a
partir da análise dos prontuários de pacientes da Clínica de Mastologia do Instituto de Previdência
dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG). Foram selecionados todos os casos de pacientes submetidas à biópsia cirúrgica de lesão mamária não palpável após agulhamento guiado por
mamografia ou ultrassonografia, durante o período de 3/8/2004 a 25/5/2006. Foram analisadas
as seguintes variáveis: idade da paciente à época da cirurgia, tipo de lesão mamária apresentada ao
exame de imagem e resultado anatomopatológico. Resultados: Houve um total de 261 cirurgias.
Foram elegíveis 236 casos. A idade média das pacientes foi de 50,9 anos (19-91 anos). Em 120
casos (50,85%), a biópsia foi realizada em virtude de microcalcificações mamárias; em 95 casos
(40,25%), por nódulo; em 15 casos (6,36%), por assimetria focal e em 6 casos (2,54%), por distorção arquitetural. O resultado anatomopatológico foi benigno em 170 casos (72,03%) e maligno em
66 (27,97%). Conclusões: A casuística do Serviço de Mastologia do IPSEMG está de acordo com
os dados encontrados na literatura. A biópsia cirúrgica de lesões mamárias não palpáveis guiada
por agulhamento é um procedimento capaz de estabelecer o correto diagnóstico diferencial dessas
lesões, diagnosticar o câncer de mama em fases iniciais e promover a remoção completa das lesões
em tempo cirúrgico, frequentemente, único.
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