Antecedentes familiares de primeiro e segundo graus como fatores de risco para o câncer de mama - Estudo caso-controle

Autores

  • Marta Maria Vasconcelos de Araújo Graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). Mestre e doutora em Ginecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora da disciplina de Ginecologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
  • Laís Ribeiro da Costa Paes Graduada (o) em Medicina pela Ufal.
  • Thiago Costa de Almeida Graduada (o) em Medicina pela Ufal.
  • Jonatha de Oliveira Lopes Graduada (o) em Medicina pela Ufal.
  • Cira Danielle Casado Alves Graduada (o) em Medicina pela Ufal.
  • Francisca Indira Beltrão Colaço Costa Graduada (o) em Medicina pela Ufal.
  • Andréa Tatiane Oliveira da Silva Estudante em Medicina pela Ufal.

Palavras-chave:

Neoplasia mamária, História familiar, Fator de risco

Resumo

Objetivo: No Brasil, observa-se significativo aumento na incidência do câncer de mama nos últimos
anos. A história familiar positiva para câncer de mama é importante fator de risco para desenvolvimento dessa patologia. Conhecer fatores de risco para esse câncer é de grande importância para detecção e
orientação precoce de famílias de alto risco. Método: Trata-se de estudo epidemiológico, retrospectivo,
caso-controle, abrangendo instituições-referência para tratamento oncológico em Alagoas, Brasil, no
período de janeiro de 2002 a abril de 2008. Foram incluídas mulheres entre 25 e 75 anos. A amostra foi constituída de 244 casos com confirmação histológica para câncer de mama e 276 controles
com mamografia sem características de malignidade (BI-RADS 1 е 2) ou mamografia inconclusiva
(BI-RADS 0) com ultrassonografia complementar e exame clínico normais. Resultados: Neste estudo, história familiar positiva de primeiro e/ou segundo graus de câncer de mama aumentou o risco
de desenvolvimento dessa patologia (OR: 2,52; IC 95%: 1,53-4,21; p < 0,01). Dessas mulheres, 39%
possuíam história familiar positiva de primeiro grau, 57%, antecedente familiar de segundo grau e
4%, história familiar de primeiro e segundo graus. A história familiar de primeiro grau isolada de
câncer de mama aumentou o risco de desenvolvimento dessa patologia (OR: 3,81; IC 95%: 1,72-9,16;
p < 0,01), enquanto a análise isolada da história familiar de segundo grau comportou-se como fator de
risco, porém de maneira não estatisticamente significativa (OR: 1,89; IC 95%: 1,03-3,51; p = 0,0503).
Conclusão: História familiar positiva para câncer de mama aumentou o risco de desenvolvimento dessa doença, entretanto, a história familiar de segundo grau isolada não foi estatisticamente significativa.

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Publicado

2026-07-27

Como Citar

de Araújo, M. M. V., Paes, L. R. da C., de Almeida, T. C., Lopes, J. de O., Alves, C. D. C., Costa, F. I. B. C., & da Silva, A. T. O. (2026). Antecedentes familiares de primeiro e segundo graus como fatores de risco para o câncer de mama - Estudo caso-controle. Revista Brasileira De Mastologia, 19(1). Recuperado de https://mastology.org/rbm/article/view/2035

Edição

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Artigo Original