Biópsia excisional por agulhamento de lesões mamárias não palpáveis: indicações, técnica e resultados

Autores

  • Carlos Henrique Menke Professor associado do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), chefe do Serviço de Mastologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), doutor em Medicina
  • Rodrigo Cericatto Médico contratado dos Serviços de Ginecologia e de Mastologia do HCPA, especialista em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (TEMA), mestre em Endocrinologia Ginecológica.
  • Fernando Bittelbrunn Médico radiologista e contratado do Serviço de Radiologia do HCPА.
  • Gerson Jacob Delazeri Médico mastologista (residência médica no Serviço de Mastologia do HCPA), mestrando em Ciências Médicas pela UFRGS.

Palavras-chave:

Lesões não palpáveis, Biópsia por agulhamento, Microcalcificações

Resumo

Objetivos: Com o aumento do rastreamento mamográfico, identificam-se cada vez mais lesões
menores e não palpáveis, surgindo a necessidade de localizá-las tanto para diagnóstico como para
tratamento. Neste trabalho, descreveram-se a técnica e suas indicações e apresentaram-se os resultados dos casos de agulhamento do Serviço de Mastologia e Radiologia do Hospital de Clínicas
de Porto Alegre (HCPA). Métodos: Avaliaram-se, retrospectivamente, 586 casos de agulhamento operados no período de 1995 a 2004. As indicações para o procedimento foram as alterações
mamográficas de lesões não palpáveis, classificadas de acordo o sistema BIRADS. Resultados:
A principal indicação cirúrgica foram as microcalcificações, num total de 373 casos (63,7%), seguidas de nódulos em 37,2%. A idade média das pacientes foi de 53 anos (23 a 82). O valor preditivo
positivo (VPP) geral para malignidade foi de 0,30 (177/586 casos). As alterações funcionais benignas da mama (AFBMs) corresponderam ao diagnóstico mais comum (34,1%). Noventa e quatro
por cento dos casos de carcinoma ductal in situ (CDIS) foram diagnosticados mamograficamente como microcalcificações. Conclusões: Considerando os dados apresentados e a experiência do
serviço, a biópsia por agulhamento continua sendo o principal procedimento para diagnóstico e
tratamento de lesões não palpáveis. Trata-se de um método seguro, porém não isento de riscos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

1. Cura JECM, Menke CH. Manual de microcalcificaciones mamárias. Buenos Aires: Editores J; 2007.

2. Rose A, Collins JP, Neerhut P, Bishop CV, Mann GB. Carbon localization of impalpable breast lesions. Breast. 2003 Aug;12(4):264-9.

3. Paganelli G, Luini A, Veronesi U. Radioguided occult lesion localization (ROLL) in breast cancer: maximizing efficacy, minimizing

mutilation. Ann Oncol. 2002 Dec;13(12):1839-40.

4. Liberman L, Kaplan J, van Zee KJ, Morris EA, La Trenta LR,

Abramson AF, et al. Bracketing wires for preoperative breast needle

localization. AJR Am J Roentgenol. 2001 Sep;177(3):565-72.

5. Kopans DB, DeLuca S. A modified needle-hookwire technique to

simplify preoperative localization of occult breast lesions. Radiology. 1980 Mar;134(3):781.

6. Kopans DB, Swann CA. Preoperative imaging-guided needle placement and localization of clinically occult breast lesions. AJR Am

J Roentgenol. 1989 Jan;152(1):1-9.

7. Ernst MF, Avenarius JK, Schuur KH, Roukema JA. Wire localization of non-palpable breast lesions: out of date? Breast. 2002

Oct;11(5):408-13.

8.Silverstein MJ, Gamagami P, Rosser RJ, Gierson ED, Colburn WJ,

Handel N, et al. Hooked-wire-directed breast biopsy and overpenetrated mammography. Cancer. 1987 Feb 15;59(4):715-22.

9.Biópsia excisional por agulhamento de lesões mamárias não palpáveis:

indicações, técnica e resultados

Menke CH et al.

Silverstein MJ, Gamagami P, Rosser RJ, Gierson ED, Colburn WJ,

Handel N, et al. Hooked-wire-directed breast biopsy and overpenetrated mammography. Cancer. 1987 Feb 15;59(4):715-22.

Markopoulos C, Kouskos E, Revenas K, Mantas D, Antonopoulou Z, Kontzoglou K, et al. Open surgical biopsy for nonpalpable

breast lesions detected on screening mammography. Eur J Gynaecol Oncol. 2005;26(3):311-4.

10. Rampaul RS, Bagnall M, Burrell H, Pinder SE, Evans АJ,

Macmillan RD. Randomized clinical trial comparing radioisotope

occult lesion localization and wire-guided excision for biopsy of

occult breast lesions. Br J Surg. 2004 Dec;91(12):1575-7.

11. Silverstein M. Where's the outrage? J Am Coll Surg. 2009 Jan;

208(1):78-9.

12. Clarke-Pearson EM, Jacobson AF, Boolbol SK, Leitman IM, Friedmann P, Lavarias V, et al. Quality assurance initiative at one institution for minimally invasive breast biopsy as the initial diagnostic technique. J Am Coll Surg. 2009 Jan;208(1):75-8.

13. Banitalebi H, Skaane P. Migration of the breast biopsy localization

wire to the pulmonary hilus. Acta Radiol. 2005 Feb;46(1):28-31.

14. Grassi R, Romano S, Massimo M, Maglione M, Cusati B, Violini

M. Unusual migration in abdomen of a wire for surgical localization of breast lesions. Acta Radiol. 2004 May;45(3):254-8.

15. Montrey JS, Levy JA, Brenner RJ. Wire fragments after needle localization. AJR Am J Roentgenol. 1996 Nov;167(5):1267-9.

16. Jackman RJ, Marzoni Jr FA. Needle-localized breast biopsy: why

do we fail? Radiology. 1997 Sep;204(3):677-84.

17. Kerlikowske K, Smith-Bindman R, Ljung BM, Grady D. Evaluation of abnormal mammography results and palpable breast abnormalities. Ann Intern Med. 2003 Aug 19;139(4):274-84.

18. Kouskos E, Gui GP, Mantas D, Revenas K, Rallis N, Antonopoulou Z, et al. Wire localization biopsy of non-palpable breast

lesions: reasons for unsuccessful excision. Eur J Gynaecol Oncol.

2006;27(3):262-6.

19. Schwartz GF, Solin LJ, Olivotto IA, Ernster VL, Pressman P. The

Consensus Conference on the Treatment of In Situ Ductal Carcinoma of the Breast, 22-25 April 1999. Breast. 2000 Aug;9(4):177-86.

Downloads

Publicado

2026-07-27

Como Citar

Menke, C. H., Cericatto, R., Bittelbrunn, F., & Delazeri, G. J. (2026). Biópsia excisional por agulhamento de lesões mamárias não palpáveis: indicações, técnica e resultados. Revista Brasileira De Mastologia, 19(4). Recuperado de https://mastology.org/rbm/article/view/2051

Edição

Seção

Artigo Original