Biópsia excisional por agulhamento de lesões mamárias não palpáveis: indicações, técnica e resultados
Palavras-chave:
Lesões não palpáveis, Biópsia por agulhamento, MicrocalcificaçõesResumo
Objetivos: Com o aumento do rastreamento mamográfico, identificam-se cada vez mais lesões
menores e não palpáveis, surgindo a necessidade de localizá-las tanto para diagnóstico como para
tratamento. Neste trabalho, descreveram-se a técnica e suas indicações e apresentaram-se os resultados dos casos de agulhamento do Serviço de Mastologia e Radiologia do Hospital de Clínicas
de Porto Alegre (HCPA). Métodos: Avaliaram-se, retrospectivamente, 586 casos de agulhamento operados no período de 1995 a 2004. As indicações para o procedimento foram as alterações
mamográficas de lesões não palpáveis, classificadas de acordo o sistema BIRADS. Resultados:
A principal indicação cirúrgica foram as microcalcificações, num total de 373 casos (63,7%), seguidas de nódulos em 37,2%. A idade média das pacientes foi de 53 anos (23 a 82). O valor preditivo
positivo (VPP) geral para malignidade foi de 0,30 (177/586 casos). As alterações funcionais benignas da mama (AFBMs) corresponderam ao diagnóstico mais comum (34,1%). Noventa e quatro
por cento dos casos de carcinoma ductal in situ (CDIS) foram diagnosticados mamograficamente como microcalcificações. Conclusões: Considerando os dados apresentados e a experiência do
serviço, a biópsia por agulhamento continua sendo o principal procedimento para diagnóstico e
tratamento de lesões não palpáveis. Trata-se de um método seguro, porém não isento de riscos.
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