Análise imunoistoquímica do Ki-67 em 140 pacientes com câncer de mama - Correlação com fatores clínico-patológicos e sobrevida

Autores

  • Wilmar José Manoel Mastologista e cirurgião oncológico do Hospital Araújo Jorge (HAJ) e do Centro Brasileiro de Radioterapia, Oncologia e Mastologia (Cebrom), mestre em Genética pela Universidade Católica de Goiás (UCG), doutorando em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Goiás (UFG)
  • Diego Franciel Marques Mühlbeier Acadêmico de Biomedicina da UCG.
  • Leonardo Barcelos de Paula Biólogo, mestrando em Biologia Celular e Molecular pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP).
  • Willana Caparelli Cimino de Araújo Biomédica pela UCG.
  • Fábio Marques de Almeida Biomédico, mestrando em Ciências da Saúde pela UFG.
  • Gustavo Nogueira Caixeta Biomédico, citopatologista, imunoistoquímico do HAJ, mestre em Biologia pela UFG.
  • Élbio Cândido de Paula Médico patologista e professor adjunto do Departamento de Imagenologia e Patologia da UFG, chefe do Setor de Anatomia Patológica do HAJ.
  • Deidimar Cássia Batista Abreu Mastologista e cirurgiã oncológica do HAJ, mestre em Genética pela UCG.
  • Lorena Gonçalves Leal Enfermeira da Seção de Quimioterapia do Cebrom.
  • Vera Aparecida Saddi Biomédica, mestre em Biologia Molecular, doutora em Fisiologia Humana pela USP, coordenadora do Programa de Mestrado em Genética

Palavras-chave:

Câncer de mama, Ki-67, Imunodetecção, Fator prognóstico, Sobrevida

Resumo

O antígeno Ki-67 é utilizado para avaliar a atividade proliferativa em vários tumores. No entanto, o papel do Ki-67 como fator prognóstico em câncer de mama é ainda indefinido. O objetivo
do trabalho foi analisar a expressão do antígeno Ki-67 correlacionando com fatores clínico-patológicos e sobrevida em pacientes com câncer de mama. Realizou-se a análise imunoistoquímica
utilizando anticorpos monoclonais MIB-1 em 140 amostras de câncer de mama de mulheres
com idade entre 27 e 90 anos, atendidas no Hospital Araújo Jorge da Associação de Combate
ao Câncer de Goiás. O ponto de corte para a análise foi de 25%. A sobrevida global em cinco
anos foi de 77,1%. Houve sobrevida significativamente pior nos casos com linfonodos positivos
(p < 0,0001), tumores maiores (p < 0,0001), estádios mais avançados (p < 0,0001) e pacientes
com receptores hormonais negativos (p = 0,019). Pacientes com imunodetecção de Ki-67 em
mais de 25% das células tiveram pior sobrevida quando comparadas àquelas que expressaram
Ki-67 em menos de 25% das células examinadas (70,8% x 82,7%), porém essa diferença não foi
estatisticamente significativa (p = 0,094). A hiperexpressão do Ki-67 não se correlacionou com
pior sobrevida no grupo de pacientes analisadas.

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Publicado

2026-07-27

Como Citar

Manoel, W. J., Mühlbeier, D. F. M., de Paula, L. B., de Araújo, W. C. C., de Almeida, F. M., Caixeta, G. N., … Saddi, V. A. (2026). Análise imunoistoquímica do Ki-67 em 140 pacientes com câncer de mama - Correlação com fatores clínico-patológicos e sobrevida. Revista Brasileira De Mastologia, 19(3). Recuperado de https://mastology.org/rbm/article/view/2041

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Artigo Original