Caracterização anatomopatológica e imunofenotípica de carcinomas de mama em mulheres jovens

Autores

  • Lívia Moscardi Bacchi Acadêmica do 4º ano de graduação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), bolsista de iniciação científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) (Processo 07/07/51613-1).
  • Marcus Corpa Patologista da Consultoria em Patologia, São Paulo (SP).
  • Carlos E. Bacchi Diretor da Consultoria em Patologia, São Paulo (SP).
  • Filomena M. Carvalho Professora-associada do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP.

Palavras-chave:

Mulher jovem, Carcinoma mamário, Perfil genético, Perfil molecular, Imuno-histoquímica

Resumo

Objetivos: Analisar características anatomopatológicas e perfil imuno-histoquímico dos carcinomas de mama em mulheres até os 35 anos. Método: Estudo retrospectivo com análise de casos
recebidos no período de 1997 a 2007. Foram identificados 909 (6,6%) casos de jovens, dos quais
314 possuíam blocos de parafina disponíveis. Foi selecionado um grupo controle de 81 pacientes
acima de 60 anos. Todos os casos foram revisados quanto a características anatomopatológicas.
A pesquisa imuno-histoquímica de RE, RP e HER2 foi realizada em 291 casos de mulheres jovens
e em 74 acima de 60 anos. Os tumores foram categorizados como luminal (RE e/ou RP positivo), HER2 (RE e RP negativos e HER2 positivo) e triplo-negativo (RE, RP e HER2 negativos).
Resultados: O tipo histológico ductal invasivo foi o mais frequente nos dois grupos (95,2% em
jovens e 83,9% acima de 60 anos). A frequência do tipo lobular foi menor no grupo jovem (2,5%
x 12,3%), embora o subtipo pleomórfico tenha sido mais frequente. Pacientes jovens apresentaram
mais frequentemente tumores de alto grau (41,7% x 28,4%) e tendência a tumores circunscritos
(8,2% x 7,4%) e com necrose (23,2% x 16,0%). O perfil luminal foi mais frequente nos dois
grupos, embora com proporção menor nas jovens (64,9% x 81,1%). Estas apresentaram maior
frequência do perfil triplo-negativo (27,1% x 17,6%), mais superexpressão de HER2 (16,5% х
5,4%), e maior frequência do perfil HER2 puro (7,9% x 1,3%). Conclusões: Os resultados apontam para diferenças intrínsecas nos carcinomas em jovens, caracterizadas por perfis morfológico e
imuno-histoquímico mais agressivos.

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Publicado

2026-07-27

Como Citar

Bacchi, L. M., Corpa, M., Bacchi, C. E., & Carvalho, F. M. (2026). Caracterização anatomopatológica e imunofenotípica de carcinomas de mama em mulheres jovens. Revista Brasileira De Mastologia, 19(2). Recuperado de https://mastology.org/rbm/article/view/2039

Edição

Seção

Artigo Original