Barreiras relacionadas à adesão ao exame de mamografia em rastreamento mamográfico na DRS-5 do estado de São Paulo

Autores

  • Tânia Silveira Lourenço Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, Fundação Pio XII. Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Médica da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
  • René Aloísio da Costa Vieira Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, Fundação Pio XII. Programa de Pós-Graação em Biotecnologia Médica da Faculdade de Mediducina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp). TEMA. Disciplina de Mastologia e Reconstrução Mamária, Departamento de Cirurgia do Hospital de Câncer de Barretos, Fundação Pio XII.
  • Edmundo Carvalho Mauad Departamento de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, Fundação Pio XII.
  • Thiago Buosi Silva Núcleo de Apoio ao Pesquisador do Hospital de Câncer de Barretos, Fundação Pio XII.
  • Allini Mafra da Costa Núcleo de Apoio ao Pesquisador do Hospital de Câncer de Barretos, Fundação Pio XII.
  • Stela Vervinhasse Peres Núcleo de Apoio ao Pesquisador do Hospital de Câncer de Barretos, Fundação Pio XII.

Palavras-chave:

Câncer de mama, Mamografia, Rastreamento, Planejamento em saúde, Adesão ao rastreamento

Resumo

Introdução: A mamografia constitui o método populacional mais eficaz na redução da mortalidade por câncer de mama, visto a elevação do diagnóstico de lesões precoces. Há inúmeras barreiras
relacionadas à não realização do exame de mamografia, podendo estar relacionadas ao sistema de
saúde, à educação e à adesão da paciente. Iniciou-se, em 2003, na DRS-5 rastreamento mamográfico, controlando as variáveis relacionadas ao sistema de saúde e educação. Objetivo: Avaliar,
após a cobertura de 50,3% da população, as características das mulheres refratárias ao exame de
mamografia. Métodos: Foram entrevistadas 550 mulheres, provenientes de 19 cidades que tinham
conhecimento do rastreamento mamográfico da DRS-5 e que nunca haviam realizado o exame de
mamografia previamente, sendo aplicado questionário para avaliar o conhecimento sobre o exame
clínico da mama, a importância da mamografia, bem como estratégias para identificação dessa
população refratária ao exame. Resultados: As principais características dessa população foram
a baixa escolaridade (84,7%), a baixa classe socioeconômica (66,8%) e a faixa etária entre 42 e
49 anos (43,8%). As mulheres relataram que o autoexame da mama é pouco indicado por parte
dos médicos (14,9%), sendo poucas as mulheres que o realizavam de maneira adequada (25,8%).
O exame de mamografia também é pouco oferecido pelos médicos (23,6%), porém as mulheres
sabem de sua importância e não o realizam, principalmente, por causa de ausência de sintomas
(60,4%), medo da dor (25,1%) ou do câncer (20,5%). Para identificação dessa população, o Programa de Saúde da Família (PSF) foi de fundamental importância (90,0%), visto que apenas 71,8%
dessas mulheres aderiram à realização do exame de mamografia. Conclusões: A identificação de
subgrupos refratários ao exame de mamografia mostra a necessidade de aprimoramento no rastreamento, sendo o PSF importante instrumento de intervenção.

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ARTIGO ORIGINAL

Barreiras relacionadas à adesão ao exame de mamografia em rastreamento

mamográfico na DRS-5 do estado de São Paulo

Lourenço TS et al.

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Publicado

2026-07-27

Como Citar

Lourenço, T. S., Vieira, R. A. da C., Mauad, E. C., Silva, T. B., da Costa, A. M., & Peres, S. V. (2026). Barreiras relacionadas à adesão ao exame de mamografia em rastreamento mamográfico na DRS-5 do estado de São Paulo. Revista Brasileira De Mastologia, 19(1). Recuperado de https://mastology.org/rbm/article/view/2036

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Artigo Original