Expectativa e realidade dos sintomas e comorbidades em mulheres submetidas à quimioterapia para câncer de mama
Palavras-chave:
Câncer de mama, Qualidade de vida, QuimioterapiaResumo
Objetivo: Este trabalho visa colaborar para o aprimoramento da qualidade de vida das pacientes
em quimioterapia para câncer de mama, avaliando: o conhecimento prévio sobre os efeitos secundários da quimioterapia e após sua vivência; as repercussões em nível emocional; as informações
prestadas pelo médico-assistente; a influência nas atividades laborais. Métodos: Foi realizado questionário com 32 mulheres em quimioterapia no Serviço de Oncologia da Universidade Federal do
Rio de Janeiro ou em clínica particular no período entre outubro de 2007 e setembro de 2008.
A entrevista foi estratificada nos seguintes aspectos: domínio psicológico (sentimentos relacionados
ao tratamento), social (familiar e preconceito), ambiental (fonte das informações prévias à quimioterapia) e físico (medicações em uso, atenção dado pelo médico-assistente e efeitos colaterais). Resultados: A idade média das entrevistadas foi de 46,7 anos. Do preconceito quanto aos sintomas relacionados à quimioterapia, temos que a alopecia é o fator mais conhecido e que distúrbios de humor
são praticamente desconhecidos. As medicações para alívio sintomático são eficazes em 56,25% dos
casos (18 pacientes). O apoio familiar, a ausência de discriminação e o afastamento das atividades
laborais são constantes. A alopecia e as náuseas foram consideradas itens bem informados pelo
oncologista ao início da terapia. Quando comparada à vivência da quimioterapia com a expectativa
prévia, o único fator visto como pior do que o imaginado foi a alopecia. Os outros fatores abordados
foram considerados iguais ou melhores do que o esperado. Conclusáo: A qualidade de vida parece
consolidar-se como uma variável clínica importante. Seu desenvolvimento poderá resultar em mudanças na prática assistencial e na consolidação de novos paradigmas do processo saúde-doença.
Downloads
Referências
1. Amichetti M, Caffo O. Pain after quadrantectomy and radiotherapy for early-stage breast cancer: incidence, characteristic and
2.
influence on quality of life. Results from a retrospective study. Oncology. 2003;65(1):23-8.
Bottino RB. Avaliação do perfil das mulheres submetidas à mamografia no Serviço de Radiologia da Santa Casa da Misericórdia do
Rio de Janeiro. Tese de doutorado. Universidade Federal do Rio de
Janeiro; 2005.
3. Bowling A, Brazier J. Quality of life in social science and medicine
introduction. Soc Sci Med. 1995;41:1337-8.
4. Broeckel JA, Jacobsen PB, Balducci L, Horton J, Lyman GH. Quality of life after adjuvant chemotherapy for breast cancer. Breast
Cancer Res Treat. 2000;62(2):141-50.
5. Buzaid AC, Barros AC. Câncer de mama: tratamento multidisciplinar. São Paulo; 2007. р. 36.
6.
7.
8.
9.
Bensi CG, Campos AS, Harada RM, Oliani KR, Ranzatti RP, Samano EST, et al. Aceitação de quimioterapia por brasileiras com
câncer de mama. Rev Assoc Med Bras. 2006;52(1):17-22.
Cohen L, Hack TF, de Moor C, Katz J, Goss PE. The effects of type
of surgery and time on psychological adjustment in women after
breast cancer treatment. Ann Surg Oncol. 2000;7(6):427-34.
Conde DM, Pinto-Neto AM, Cabello C, Santos-Sa D, Costa-Paiva
L, Martinez EZ. Quality of life in Brazilian breast cancer survivors
age 4565 years: associated factors. Breast J. 2005;11(6):425-32.
Conde DM, Pinto-Neto AM, Freitas Jr R, Aldrighi JM. Qualidade
de vida de mulheres com câncer de mama. Rev Bras Ginecol Obstet. 2006;28(3):195-204.
10. Engel J, Kerr J, Schlesinger-Raab A, Sauer H, Holzel D. Quality of
life following breast-conserving therapy or mastectomy: results of
a 5-year prospective study. Breast J. 2004;10(3):223-31.
11. Fleck MP, Leal OF, Louzada S, Xavier M, Cachamovich E, Vieira
G, et al. Desenvolvimento da versão em português do instrumento
de avaliação de qualidade de vida da OMS (WHOQOL-100). Rev
Bras Psiquiatr. 1999;21:21-8.
12. Fleck MPA, Louzada S. Aplicação da versão em português do
instrumento abreviado de avaliação de qualidade de vida "WHOQOL-bref". Rev Saúde Pública. 2002;34(2):9.
13. Godinho ER. Rastreamento do câncer de mama. Aspectos relacionados ao médico. Tese de doutorado. Universidade Federal do Rio
de Janeiro; 2003.
14. Lotti RCB, Barra AA, Dias RC, Makluf ASD. Qualidade de vida
nas mulheres submetidas ao tratamento de câncer de mama. Rev
Bras Cancerologia. 2008;54(4)367-71.
15. Ministério da Saúde. Secretária Nacional de Assistência à Saúde.
Instituto Nacional do Câncer [Inca]. Estimativas de incidência e
mortalidade por câncer no Brasil. Rio de Janeiro; 2007.
16. Rogerson RJ. Environmental and health-related quality of
life: conceptual and methodological similarities. Soc Sci Med.
1995;41:1373-82.
17. Schuttinga JA. Quality of life from a federal regulatory perspective. I:
Dimsdale JE, Baum A, editors. Quality of life in behavioral medicine
research. New Jersey: Lawrece Erlbaum Associates; 1995. p. 31-42.
18. SeidlEMF, Zannon CMLC. Qualidade de vida e saúde: aspectos conceituais e metodológicos. Cad Saúde Pública. 2004:20(2):580-8.
19. Shapiro CL, Recht A. Side effects of adjuvant treatment of breast
cancer. N Engl J Med. 2001;344(26):1997-2008.
20. The Whoqol Group. The World Health Organization quality of
life assesment (WHOQOL): development and general psychometric properties 1998. Soc Sci Med. 1998;46:1569-85.
21. World Health Organization [WHO], International Agency for
Cancer Research [IARC]. Globocan 2000: Cancer incidence,
mortality and prevalence worldwide. Geeve; 2001.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Sabrina Rossi Perez Chagas, Carlos Ricardo Chagas, Hilton A. Koch

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.





