Expectativa e realidade dos sintomas e comorbidades em mulheres submetidas à quimioterapia para câncer de mama

Autores

  • Sabrina Rossi Perez Chagas Médica oncologista clínica, staff do Instituto Nacional do Câncer, staff da Hospital Universitário Pedro Ernesto (Uerj) e da Oncoclínica.
  • Carlos Ricardo Chagas Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia.
  • Hilton A. Koch Chefe do Serviço de Radiologia do Hospital Clementino Fraga Filho.

Palavras-chave:

Câncer de mama, Qualidade de vida, Quimioterapia

Resumo

Objetivo: Este trabalho visa colaborar para o aprimoramento da qualidade de vida das pacientes
em quimioterapia para câncer de mama, avaliando: o conhecimento prévio sobre os efeitos secundários da quimioterapia e após sua vivência; as repercussões em nível emocional; as informações
prestadas pelo médico-assistente; a influência nas atividades laborais. Métodos: Foi realizado questionário com 32 mulheres em quimioterapia no Serviço de Oncologia da Universidade Federal do
Rio de Janeiro ou em clínica particular no período entre outubro de 2007 e setembro de 2008.
A entrevista foi estratificada nos seguintes aspectos: domínio psicológico (sentimentos relacionados
ao tratamento), social (familiar e preconceito), ambiental (fonte das informações prévias à quimioterapia) e físico (medicações em uso, atenção dado pelo médico-assistente e efeitos colaterais). Resultados: A idade média das entrevistadas foi de 46,7 anos. Do preconceito quanto aos sintomas relacionados à quimioterapia, temos que a alopecia é o fator mais conhecido e que distúrbios de humor
são praticamente desconhecidos. As medicações para alívio sintomático são eficazes em 56,25% dos
casos (18 pacientes). O apoio familiar, a ausência de discriminação e o afastamento das atividades
laborais são constantes. A alopecia e as náuseas foram consideradas itens bem informados pelo
oncologista ao início da terapia. Quando comparada à vivência da quimioterapia com a expectativa
prévia, o único fator visto como pior do que o imaginado foi a alopecia. Os outros fatores abordados
foram considerados iguais ou melhores do que o esperado. Conclusáo: A qualidade de vida parece
consolidar-se como uma variável clínica importante. Seu desenvolvimento poderá resultar em mudanças na prática assistencial e na consolidação de novos paradigmas do processo saúde-doença.

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Publicado

2026-07-26

Como Citar

Chagas, S. R. P., Chagas, C. R., & Koch, H. A. (2026). Expectativa e realidade dos sintomas e comorbidades em mulheres submetidas à quimioterapia para câncer de mama. Revista Brasileira De Mastologia, 18(4). Recuperado de https://mastology.org/rbm/article/view/2031

Edição

Seção

Artigo Original