Auto-exame de mama e fatores associados em uma população atendida pelo Programa Saúde da Família

Autores

  • Nilton Leite Xavier Professor-associado do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia (DGO) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutor em Clínica Médica.
  • Jorge Villanova Biazús Professor adjunto do DGO da UFRGS e doutor em Clínica Médica.
  • Miguel da Cunha Xavier Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).
  • Patrícia Lisboa Izetti Ribeiro Acadêmica de Medicina da UFRGS.
  • Ana Cristina Costa Bittelbrunn Médica geneticista contratada do Serviço de Mastologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).
  • Eliane Goldemberg Rabin Enfermeira contratada do Serviço de Mastologia do HСРA.

Palavras-chave:

Diagnóstico precoce, Prevalência do auto-exame, Fatores sociodemográficos

Resumo

Objetivos: Avaliar o conhecimento e a prática do auto-exame das mamas (AEM) em uma população do litoral norte do Rio Grande do Sul, bem como a prevalência e a associação de fatores sociodemográficos. Métodos: Agentes de saúde ligados ao Programa Saúde da Família (PSF)
convidaram mulheres com mais de 20 anos a fazerem avaliação clínica das mamas nos postos de
saúde do município e aplicaram um questionário semi-estruturado. As variáveis estudadas foram
idade, escolaridade, estado civil, renda familiar e história familiar de câncer de mama. Resultados:
Foram avaliadas 728 mulheres atendidas no PSF. Observou-se que 97% das mulheres conheciam
o AEM e 82,1% destas o praticavam. Ao avaliar a freqüência, entre as 592 que faziam o AEM, a
realização mensal (correta) era feita por apenas 207 mulheres, 28% da amostra populacional. As
variáveis que se apresentaram estatisticamente associadas com a prática do auto-exame mensal
foram idade (p < 0,001) e o grau de escolaridade (p < 0,02). As associações com estado civil, cor,
renda e história familiar positiva para câncer de mama não foram estatisticamente significantes.
Conclusão: A prática e a freqüência do auto-exame das mamas na população estudada foram inadequadas, pois apenas 28% praticavam-no corretamente. A aderência esteve relacionada à maior
idade e ao maior grau de escolaridade. Perspectivas: educar usando a denominação de autoconhecimento das mamas, porque exame tem conotação médica.

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Publicado

2026-07-26

Como Citar

Xavier, N. L., Biazús, J. V., Xavier, M. da C., Ribeiro, P. L. I., Bittelbrunn, A. C. C., & Rabin, E. G. (2026). Auto-exame de mama e fatores associados em uma população atendida pelo Programa Saúde da Família. Revista Brasileira De Mastologia, 18(3). Recuperado de https://mastology.org/rbm/article/view/2025

Edição

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Artigo Original