QUIMIOTERAPIA NOS TUMORES DE MАМА AXILA-NEGATIVA
Resumo
Foram analisados 72 casos consecutivos de carcinoma de mama com tamanho menor de 2cm, sem comprovimentos axilar, diagnosticados e tratados no período de janeiro de 1983 a dezembro de 1990, no Instituto de Ginecologia da Fundação das Pioneiras Sociais - RJ.
Em treze pacientes (Grupo 1) o tumor era menor que 1cm (18%), em 27 (37,5%) mediu 87 de 1.1 a 1.5 cm (Grupo 2), e em 32 (44,4%) mediu de 1,6 a 2,0cm (Grupo 3).
O período médio de seguimento foi de 64,6 meses (M:68).
Os parâmetros avaliados foram: o tamanho do tumor, o grau de diferenciação histológica, o estado menopausal e o tipo de tratamento primário. A sobrevida livre de doença (SLD) para o grupo foi de 97.1% aos 5 e 9 anos, e a sobrevida global (SG) foi de 100% e 91% aos 5 e 9 anos respectivamente.
Relacionando-se ao tamanho do tumor, 100% das pacientes do Grupo 1 estavam vivas e sem evidência de doença aos 9 anos; o Grupo 2 apresentou 96.2% de SLD e 100% de SG em 9 anos, e no Grupo 2,78% das pacientes estavam vivas, 96,7% estavam livres de doença.
Levando-se em consideração o grau
histológico, a SLD em 9 anos foi de 97.8% para os bem diferenciados (GI), 100% para os moderadamente diferenciados (GII) e 87.5% para os indiferenciados (GIII) (p = 0.7.1). A sobrevida global foi de 92% para os GI, 100% para os GII e 83.3% para os GIII (p = 0.657).
O estado menopausal e o tipo de tratamento realizado não interferiram no prognóstico. Esses dados, bem como os relatados na literatura, sugerem que as pacientes com tumores menores de 1cm, bem diferenciados, são altamente curáveis com o tratamento cirúrgico e radioterápico. Acredita-se que não sejam candidatas a terapia adjuvante de rotina até que novos indicadores prognósticos estejam bem estabelecidos.
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